FALTA DE MEDICAMENTOS NA REDE PÚBLICA DE PALMAS PREOCUPA E EXPÕE PACIENTES A RISCOS

Desabastecimento atinge remédios básicos, de uso contínuo e de saúde mental, gera ações do Ministério Público e da Defensoria e, segundo o SINDIFATO, provoca prejuízos à saúde da população e ao erário municipal.

A falta de medicamentos na rede pública de saúde de Palmas tem se tornado um problema grave e recorrente. Pacientes relatam dificuldades para encontrar desde remédios básicos e de uso contínuo até itens especializados, tanto nas unidades públicas quanto, em muitos casos, nas farmácias e drogarias do município que atendem a demanda da rede. O cenário tem mobilizado órgãos de fiscalização e acende um alerta sobre as consequências para a saúde da população e para as contas públicas.

DESABASTECIMENTO ATINGE A SAÚDE MENTAL

Um dos pontos mais críticos está na saúde mental infantojuvenil. O desabastecimento atingiu medicamentos essenciais para crianças e adolescentes atendidos no Centro de Atenção Psicossocial Infantojuvenil (CAPS i). Antipsicóticos como a quetiapina e a risperidona chegaram a ter estoque zerado, colocando tratamentos em risco. Diante da situação, o Ministério Público do Tocantins (MPTO) acionou a Justiça, chegando a pedir o bloqueio de verbas municipais para garantir a compra urgente dos remédios.

A ausência de itens essenciais também foi identificada nas Unidades de Pronto Atendimento. Vistorias da Defensoria Pública do Estado do Tocantins apontaram a falta de produtos como antibióticos e insumos hospitalares, o que compromete diretamente o socorro imediato aos pacientes que procuram essas unidades.

FALHAS DE GESTÃO E COBRANÇA DOS ÓRGÃOS DE CONTROLE

Relatórios apontam falhas nos processos de licitação e na aquisição de medicamentos por parte da administração municipal. O Ministério Público tem realizado fiscalizações constantes e cobrado da Secretaria Municipal de Saúde (Semus) a resolução do desabastecimento em diversos postos da cidade. O tema se soma a um período de forte instabilidade na gestão da saúde do município, que passou por investigações e trocas no comando da pasta.

DOIS GRANDES PREJUÍZOS PARA O MUNICÍPIO

Para o presidente do SINDIFATO, Renato Soares Pires Melo, a falta de medicamentos nas unidades de saúde pública gera dois grandes problemas para Palmas. O primeiro é a interrupção ou o retardo do início dos tratamentos. Em ambos os casos, o paciente pode ter o quadro de saúde agravado, passando a necessitar de medicamentos mais fortes, de combinações terapêuticas ou até de internações.

O segundo problema, segundo o dirigente, diz respeito ao erário público. Os valores gastos com medicamentos, consultas e exames laboratoriais acabam sendo perdidos quando o município não consegue oferecer a continuidade dos tratamentos. Soma-se a isso a redução de pessoal nas unidades de saúde, que sobrecarrega os profissionais e alimenta uma bola de neve que não para de crescer.

O presidente do sindicato observa ainda que uma nova gestão assumiu com o compromisso de reestruturar a saúde de Palmas, mas lamenta que a cidade tenha atravessado cerca de um ano e meio de inércia administrativa, período marcado por graves problemas na pasta. Para o SINDIFATO, o farmacêutico é peça central na solução desse quadro, pois é o profissional habilitado para planejar compras, dimensionar estoques, evitar o desabastecimento e garantir o uso racional dos recursos públicos.

FILIE-SE AO SINDIFATO

A falta de remédio na ponta não é só um problema do paciente, é o retrato do que acontece quando a assistência farmacêutica não é levada a sério e o farmacêutico não é ouvido. Quem melhor do que esse profissional para planejar compras, controlar estoques e impedir que o dinheiro público seja desperdiçado? É por isso que uma categoria organizada faz diferença: ela cobra, fiscaliza e ocupa os espaços de decisão. Milhares de farmacêuticos já entenderam que valorização profissional e boa gestão da saúde caminham juntas.

Ao se filiar ao SINDIFATO, você fortalece uma entidade que defende o papel do farmacêutico nas políticas públicas, acompanha de perto a situação da saúde no Tocantins e luta para que a profissão seja reconhecida como essencial. Não fique à margem dessa luta: filie-se hoje mesmo e some a sua voz à da categoria. Uma categoria forte se faz com a classe unida.

Fonte: Sindicato dos Farmacêuticos do Estado do Tocantins – SINDIFATO.

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