Enquanto os farmacêuticos do varejo já garantiram novo piso e reajuste de 5% para 2026/2027, o segmento hospitalar privado permanece defasado, com muitos estabelecimentos ainda praticando o piso negociado em 2017.
O contraste dentro da própria categoria farmacêutica do Tocantins está cada vez mais evidente. Enquanto os farmacêuticos que atuam em farmácias, drogarias e distribuidoras acabam de conquistar novo piso salarial e reajuste de 5% na Convenção Coletiva de Trabalho 2026/2027, os profissionais do segmento hospitalar privado seguem distantes dessa realidade, sem reajuste e com remuneração defasada.
O Sindicato dos Farmacêuticos do Estado do Tocantins (SINDIFATO) explica que a negociação com a representação patronal dos hospitais, clínicas e laboratórios é historicamente mais difícil. Disputas internas, divergências de opiniões entre empregadores e fatores externos tornam o diálogo mais lento. Soma-se a isso a notória crise que o segmento hospitalar atravessa em suas relações com o Governo do Estado do Tocantins e com prefeituras de diversas cidades, incluindo a capital. Todos esses elementos dificultam o avanço de uma negociação salarial para a categoria.
NEGOCIAÇÃO SEM PRIORIDADE E CAMINHO PARA A JUSTIÇA
O SINDIFATO e o sindicato patronal do segmento já estiveram reunidos para tratar da norma coletiva de trabalho, mas, segundo a entidade profissional, a negociação não parece ser prioridade para a representação dos empregadores. Diante da falta de avanços, o Sindicato dos Farmacêuticos já iniciou o processo de dissídio coletivo, levando a discussão à Justiça do Trabalho.
Os números ajudam a dimensionar a defasagem. No segmento da farmácia hospitalar privada, a remuneração é bastante variada: enquanto poucos hospitais praticam salários acima de R$ 5.000,00 ou R$ 6.000,00, a maioria ainda aplica o piso salarial negociado em 2017, no valor de R$ 3.919,64. A diferença expõe o quanto o segmento ficou para trás em relação ao varejo farmacêutico.
UM SEGMENTO ESTRATÉGICO QUE PERDEU ATRATIVIDADE
Para o presidente do SINDIFATO, Renato Soares Pires Melo, o segmento da farmácia hospitalar privada deixou de ser atrativo há muitos anos. Segundo ele, é incabível que o empregador seja relapso quanto à remuneração do profissional, sobretudo na farmácia hospitalar, área que responde tanto pela gestão financeira do estabelecimento quanto pela segurança e pelos cuidados do paciente.
O dirigente reforça que os profissionais do segmento hospitalar estão em clara defasagem em relação aos colegas do varejo farmacêutico, e que o sindicato aguarda o último posicionamento da representação patronal antes dos próximos passos no âmbito do dissídio. A entidade reafirma que seguirá firme na defesa de uma remuneração justa e compatível com a responsabilidade técnica exercida por esses profissionais.
FILIE-SE AO SINDIFATO
Você trabalha na farmácia hospitalar e ainda recebe como em 2017? Esse é exatamente o tipo de injustiça que só muda quando a categoria se une e o sindicato leva a luta até as últimas instâncias, inclusive à Justiça. Enquanto uns empregadores fingem que a negociação não é prioridade, o SINDIFATO prepara o dissídio coletivo para garantir o que é direito seu. Milhares de farmacêuticos já entenderam que remuneração digna não vem de favor, vem de pressão organizada e representação forte. Ao se filiar ao SINDIFATO, você conquista assessoria jurídica especializada, acompanhamento das negociações e uma entidade que não recua diante da omissão patronal. Não aceite ficar para trás: filie-se hoje mesmo e some forças com quem luta pela valorização da farmácia hospitalar. Uma categoria forte se faz com a classe unida.
Fonte: Sindicato dos Farmacêuticos do Estado do Tocantins – SINDIFATO.
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